Vinicultores brasileiros contam com fundo de mais de 150 milhões para competir com mercado Europeu

Recentemente, Tereza Cristina, atual ministra da Agricultura, anunciou que o governo deve ajudar os produtores que ainda estão em desenvolvimento no setor a se fortalecerem e exercer competitividade com o mercado, a fim de diminuir os impactos dos produtos comercializados no país através da importação, devido ao novo acordo realizado neste mês entre a União Européia e o Mercosul.

De acordo com a ministra, os setores de vinhos e espumantes devem receber atenção do governo, os quais receberão um fundo com cerca de R$ 150 milhões que virá da arrecadação do IPI (Impostos sobre os Produtos Industrializados). Além disso, o setor de leite terá a permissão para importar equipamentos e máquinas com tarifas muito baixas, para que os custos com a produção sejam reduzidos.

“O setor de fabricação de leite tem muitos problemas no mercado competitivo no país e possíveis medidas para resolução dos mesmos, serão avaliadas. No entanto, os vinicultores do país terão o fundo que será utilizado para diversas ações, como exemplo, equilibrar as taxas de juros para que o plantio e renovação das parreiras e videiras sejam facilitados”, disse Tereza Cristina.

A ministra da agricultura afirmou que ainda será decidido pelo governo se o fundo criado será anunciado através de uma lei ou medida provisória. Independente da decisão, o texto deve passar pelo Congresso Nacional.

Atualmente, os vinhos e espumantes importados têm a taxa de 27%, já o leite é de 28%, um valor considerado alto. No segmento de leite, as medidas a serem tomadas foram discutidas antes desse acordo, pois a concorrência maior é com países no Mercosul.

De acordo com o acordo que foi confirmado com a União Européia, em dez anos as alíquotas sobre a importação de queijos e leite em pó pode ser reduzidas a zero. No entanto, no período de 10 anos, ainda haverá as quotas sobre o imposto entre 10 mil e 30 mil toneladas por ano.

Já para o segmento de vinhos e espumantes, em oito anos, os recipientes de no máximo 5 litros podem ter suas tarifas zeradas. Sendo que os espumantes que custam acima de US$ 8 poderão ser vendidos de forma livre nos próximos 12 anos.
A ministra espera que com o acordo e a criação do fundo pelo governo para auxiliar o segmento de vinhos e espumantes, o setor possa ser modernizado e aumentar sua competitividade.